Nossos autores debatem ‘Massacre de Corumbiara’ em Osasco

Os autores de Corumbiara, caso enterrado, João Peres e Gerardo Lazzari, participam do encontro “20 Anos do Massacre de Corumbiara” que a Central Única dos Trabalhadores (CUT) realiza em Osasco, na Região Metropolitana de São Paulo, no pŕoximo sábado, 1º de agosto. O evento renderá homenagem às vítimas da reintegração de posse realizada pela PM em 9 de agosto de 1995 na fazenda Santa Elina, em Corumbiara, sul de Rondônia.

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Nove sem-terra perderam a vida no episódio, inclusive uma criança. Dois policiais também morreram, além de uma pessoa que jamais foi identificada — provavelmente um pistoleiro. A história está muito bem contada em Corumbiara, caso enterrado, livro-reportagem que a Editora Elefante lançou em 20 de julho, em São Paulo. É o trabalho mais completo já publicado sobre os ocorridos e os desdobramentos da desocupação da Santa Elina.

Também participarão da atividade o vice-presidente da CUT São Paulo, Douglas Izzo; o bispo de Osasco, Dom João Bosco; o deputado federal Valmir Prascidelli (PT-SP); a vereadora de Osasco, Mazé Favarão (PT); e o secretário de Direitos Humanos da Prefeitura de São Paulo, Eduardo Suplicy; o representante da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Gilmar Mauro; e a representante do Instituto Adelino Ramos, Célia Ramos.

Para o autor de Corumbiara, caso enterrado, João Peres, alguns motivos explicam a importância de relembrar o episódio. “Entre as outras forças envolvidas, podemos dizer que os fazendeiros locais nunca tiveram interesse algum em que o caso continuasse à tona. A Polícia Militar, como instituição, tampouco manifestou qualquer intenção de contar sua versão. Como o número de PMs condenados é pequeno, três pessoas, eles formam um grupo irrelevante na tentativa de manter este caso em evidência.”

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20 anos do massacre de Corumbiara
Lançamento do livro Corumbiara, caso enterrado

1º de agosto, às 19h
Igreja Nossa Senhora Aparecida
Rua General Labatut, 19
Bairro Piratininga
Osasco-SP

Seis motivos para ler Corumbiara, caso enterrado

Lançado recentemente, o livro-reportagem Corumbiara, caso enterrado despertou atenção e interesse em muita gente de Rondônia, São Paulo e várias partes do país. O trabalho de João Peres, com fotos de Gerardo Lazzari, passa a limpo o episódio conhecido como “massacre de Corumbiara”, um conflito agrário que deixou doze mortes, segundo os números oficiais, há vinte anos.

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Os dados gerais são fáceis de conhecer: três policiais e dois sem-terra foram condenados pela tragédia ocorrida durante a reintegração de posse na fazenda Santa Elina, em 9 de agosto de 1995. Mas, é claro, ninguém deve se contentar com informações tão breves. O importante é ir a fundo, entender os detalhes, vasculhar os cantos obscuros deste episódio tão importante – e, como outros, tão esquecido.

Por isso, listamos seis motivos pelos quais você deve ler Corumbiara, caso enterrado:

1. É inédito. Este é o primeiro livro-reportagem sobre o caso. É uma chance única de conhecer a fundo um dos piores conflitos agrários do Brasil pós-ditadura, de maneira sistematizada, com a apresentação das informações centrais e das diferentes versões sobre o que ocorreu em 9 de agosto de 1995 na fazenda Santa Elina, em Corumbiara, Rondônia.

2. Não tem Fla-Flu. Um dos grandes esforços de Corumbiara, caso enterrado é afastar-se da polarização que nos empobrece intelectualmente a cada dia. Logo de início, o livro convida o leitor a deixar para trás os conceitos pré-fabricados que tentam a tudo e a todos enquadrar. A ideia é retratar fielmente as diferentes visões em torno deste episódio, respeitando a autonomia de quem lê para formar a própria opinião.

3. Inquietações. Trazer à tona os incômodos dos acomodados é um dos papeis deste livro. Por que algumas pessoas se recusam a comentar o episódio? A população de Rondônia tem uma nova oportunidade de questionar Valdir Raupp (PMDB), à época governador. O hoje senador tem se negado a falar sobre o caso, que claramente não figura em suas melhores lembranças.

4. Este não é um caso isolado. O debate sobre o caso Corumbiara não diz respeito ao nosso passado. Temos um país que continua sem debater a fundo a questão da reforma agrária, empurrada com a barriga durante sucessivos governos. O Brasil registra muitas mortes em conflitos agrários todos os anos – são pelo menos 328 em uma década – e Rondônia está sempre entre os líderes da desonrosa lista elaborada pela Comissão Pastoral da Terra. O papel da ditadura na situação atual da Amazônia e na distribuição territorial brasileira é outra questão discutida pelo livro.

5. Repercussão. O livro-reportagem foi tema de vários veículos de alcance nacional e de destaque em Rondônia. “No livro ninguém é santo”, escreveu o El País Brasil. O jornalista Mário Magalhães, autor da premiada biografia sobre Carlos Marighella, considera fundamental o trabalho lançado pela Editora Elefante. “Das desgraças de uma nação, poucas são tão nefastas como memória embaçada. Contra a maldição do esquecimento, há uma novidade a comemorar: o livro Corumbiara: Caso Enterrado”, publicou em seu blog. No site da Editora Elefante, é possível ler reportagens, ouvir e assistir a entrevistas.

6. Cultura sem amarras. Ao comprar Corumbiara, caso enterrado, você ajuda a manter uma editora independente e sem fins lucrativos, que se propõe a oferecer livros que talvez não tenham grande interesse comercial, mas cuja importância social, política e cultural é indiscutível. A Editora Elefante é uma iniciativa verdadeiramente livre de amarras econômicas e partidárias, capaz de contar histórias sem se preocupar em proteger privilégios de uns poucos ou interesses dos mais inconfessáveis.

Ignóbil bem recomendado por aí

O editor e crítico de quadrinhos Daniel Lopes fez um vídeo recomendando Ignóbil, de Dáblio C., que a Editora Elefante publicou em dezembro de 2014. Saca só no vídeo abaixo, a partir dos 3’45”.

Daniel começou elogiando o cuidado gráfico que tivemos com nossa primeiro título em quadrinhos: “Gostei muito do acabamento. Eles capricharam, fizeram um trabalho bem legal.” Só faltou dizer que toda essa belezura se deve ao talento de nossa designer, Bianca Oliveira, que manda benzasso.

“O livro compila histórias produzidas pelo Dáblio C. da década de 1990 até hoje. Ele faz quadrinhos underground no esquema zapcomic: quadrinho sujo, honesto, direto, sem frescura, muitas vezes abordando temas pesados.”

Daniel citou as histórias “Suelem”, que abre o Ignóbil contando as desventuras de um rapaz que acaba se apaixonando por um travesti de programa, e “Ne me quitt pas”, que revela o amor de um funcionário de necrotério por uma defunta.

“Também tem tiração de sarro com o Batman e histórias biográficas do Dáblio C.”, completa. “É uma parada que vale a pena conhecer. Legal e inusitado esse lançamento: bem diferente.”

Daniel Lopes é editor do selo Vertigo/Panini. Além disso, mantém um blogue sobre quadrinhos bastante visitado: Pipoca e Nanquim. Gostou dos elogios ao Ignóbil? Então passa na nossa lojinha virtual e encomenda um, dois, quatro, dez. Despachamos para todo Brasil!

 

Lançamos Corumbiara, caso enterrado

Depois de muito trabalho, ansiedade e noites mal dormidas, finalmente lançamos o terceiro título da Editora Elefante: Corumbiara, caso enterrado veio ao mundo durante uma belíssima festa no bairro do Bixiga, em São Paulo. Aqui você pode ver algumas fotos desse momento — desculpem a breguice — tão especial para nós. As imagens são de Danilo Ramos.

“Em nome de todos os amigos da Editora Elefante e do companheiro Gerardo Lazzari, agradeço imensamente a presença”, afirma João Peres, autor do livro-reportagem sobre o conflito agrário que matou doze no sul de Rondônia em 1995. “Não podia esperar que tanta gente se animasse a comparecer ao lançamento. Foi uma demonstração de carinho enorme, que não esqueceremos.”

Para microeditoras independentes, como a nossa, cada publicação é uma batalha — e cada lançamento, uma vitória. Nos enche de orgulho ver como os leitores dedicam olhares atentos aos nossos livros e como elogiam o cuidado gráfico que dedicamos a cada título. Pouco a pouco, devagar, no ritmo dos elefantes, vamos descobrindo nossas vocações. Uma delas já sabemos de cor: reunir pessoas em projetos que sobram em qualidade e solidariedade.

Corumbiara, caso enterrado saiu do forno!

Corremos, cansamos, em alguns momentos quase surtamos, mas, finalmente, chegou. Corumbiara, caso enterrado deixou hoje a gráfica, aqui em São Paulo, e começou a rodar o país. A equipe da Editora Elefante está muito feliz por concluir o processo de edição de seu terceiro lançamento. Desde o começo do ano, foram muitas horas de conversas, leituras, desenvolvimento de projeto e resolução de detalhes. Enfim, estamos prontos para colocar para circular mais um trabalho.

Com isso, está oficialmente aberta a venda do livro-reportagem de João Peres e Gerardo Lazzari, que será enviado a qualquar parte do país, com custo de R$ 30 mais frete fixo de R$ 7. A compra pode ser feita na própria página da Editora Elefante, nos sistemas PayPal e PagSeguro, ou pelo Outros Livros, nosso parceiro, com pagamento por boleto. Quem havia feito a aquisição na fase de pré-venda receberá o livro nos próximos dias. A todos os que se interessaram por Corumbiara, caso enterrado logo de cara, nosso muitíssimo obrigado pela confiança.

Para nós, a sensação de dever cumprido vem em dose dupla. De um lado, por encerrar a fase de edição do trabalho. De outro, e mais importante, porque queremos, dentro das nossas limitações, ajudar a resgatar um episódio relevante para tentar entender o Brasil violento, desigual, injusto. O livro-reportagem tem como centro a história do episódio conhecido como “massacre de Corumbiara”, ocorrido no sul de Rondônia em 9 de agosto de 1995 – prestes, portanto, a completar vinte anos.

Durante reintegração de posse na fazenda Santa Elina, em Corumbiara, doze pessoas morreram, segundo os números oficiais. Cinco anos mais tarde, doze policiais e dois sem-terra foram levados a julgamento. Saíram condenados os dois posseiros, dois soldados e um oficial. O caso nunca foi dado por encerrado. O pedido da Comissão Interamericana de Direitos Humanos por novos processos de apuração e júri nunca foi respondido. No ano passado, o Tribunal de Justiça de Rondônia rejeitou solicitação de indenização às famílias afetadas pelo conflito. São essas e outras questões que queremos ajudar a debater.

Se quiser saber um pouco mais, pode ler o primeiro capítulo, que traça um resumo dos fatos envolvendo o caso da Santa Elina. Ou ir direto para um dos pontos quentes do livro-reportagem, no capítulo que narra a trajetória de um fazendeiro acusado de bancar um exército de pistoleiros que atuou na cena do conflito.

Assista ao novo trailer de
Corumbiara, caso enterrado

A menos de uma semana para o lançamento de Corumbiara, caso enterrado, a Editora Elefante soltou em sua página do Facebook mais um trailer do livro-reportagem sobre o conflito agrário que deixou doze mortos no sul de Rondônia em 1995. A edição de imagem é assinada por Pedro Watanabe. O som ficou a cargo de Rafael Veríssimo. E a locução, com Paulo Noviello. Assistam e compartilhem!

 

Negativa de Raupp em prestar informações a ‘Corumbiara, caso enterrado’ é tema de entrevista

O autor do livro Corumbiara, caso enterrado comentou em entrevista à Rádio Caiari AM, de Porto Velho, a recusa do ex-governador de Rondônia Valdir Raupp (PMDB) em prestar informações. Em conversa com o radialista Edson Santos, o jornalista João Peres reiterou que o hoje senador se negou a comentar as questões relacionadas ao episódio conhecido como “massacre de Corumbiara”.

No decorrer da apuração, Raupp foi procurado diversas vezes para que esclarecesse pontos em aberto, mas seu assessor informou que o cliente se reserva o direito de comentar apenas questões que lhe sejam positivas para a imagem. Com isso, resta uma dúvida sobre qual o nível de informação com que o político contava quando do cumprimento do mandado de reintegração de posse da fazenda Santa Elina, em Corumbiara, no sul do estado.

Na noite de 8 de agosto de 1995, o comandante da operação, o então major José Ventura Pereira, disse a jornalistas que buscaria mais duas negociações com os líderes da ocupação antes entrar à força no acampamento dos posseiros. Mas, na madrugada do dia 9, decidiu iniciar a operação da Polícia Militar, que chegou ao fim com um saldo oficial de nove mortes de sem-terra, duas de policiais e uma de um rapaz não identificado.

Na entrevista à Rádio Caiari AM, o autor do lançamento da Editora Elefante foi perguntado também sobre outras questões que estão em aberto neste caso. Ele contou que a ideia do livro é trazer à tona as diferentes versões sobre o episódio, respeitando divergências e semelhanças, de modo a permitir que o leitor tire suas próprias conclusões sobre o caso.

Vídeo registra assentamento de famílias na Santa Elina, palco do conflito de Corumbiara

Faltam menos de duas semanas para o lançamento de Corumbiara, caso enterrado, que acontece no dia 20 de julho, em São Paulo. Anote o endereço: Ateliê do Gervásio, Rua Conselheiro Ramalho, 945, Bixiga, a partir das 19h. Mais informações você encontra na página do evento no Facebook.

O livro-reportagem sobre a história mal-contada do massacre ou conflito de Corumbiara, que vitimou doze pessoas (nove sem-terra, dois policiais militares e um homem desconhecido) no sul de Rondônia em 1995. Faz 20 anos. Gostou? Compre agora. Despachamos para todo o Brasil.

Enquanto a data do lançamento não chega, compartilhamos vídeo enviado por Renato Barros, de Vilhena, mostrando um momento importante desta história: o recente assentamento de famílias na Santa Elina, palco do episódio. Muitas vítimas que sobreviveram à matança de 1995 finalmente receberam um lote.

O caso vai narrado em detalhes em Corumbiara, caso enterrado.

Editora Elefante abre pré-venda de
“Corumbiara, caso enterrado”

A Editora Elefante abriu pré-venda de seu terceiro título. Corumbiara, caso enterrado será lançado no dia 20 de julho, em São Paulo. Mas, devido à procura, decidimos oferecer a reserva do livro diretamente em nosso saite. Os exemplares serão enviados aos leitores de todo o país nas vésperas do lançamento. É possível realizar a compra por dois sistemas, PayPal e PagSeguro, e optar por pagar com boleto ou cartão de crédito.

Como nos demais lançamentos da Editora Elefante, reduzimos nossa margem de retorno ao mínimo necessário para arcar com os custos. Isso garante ao leitor um preço camarada, de R$ 30, mais R$ 7 de frete. É importante salientar que temos um acordo comercial com os escritores na contramão do tradicionalmente firmado por editoras: o autor sempre fica com a maior parte das vendas.

Leia também:

Corumbiara, caso enterrado, do jornalista João Peres, busca lançar luzes sobre um capítulo obscuro da história brasileira pós-ditadura. O livro-reportagem propõe-se a passar a limpo a narrativa sobre o chamado “massacre de Corumbiara”, episódio prestes a completar vinte anos, ainda com muitas dúvidas e questões em aberto.

Em julho de 1995, famílias do sul de Rondônia em busca de terras ocuparam a fazenda Santa Elina, em Corumbiara, um gigante de 18 mil hectares. No cumprimento do mandado de reintegração de posse, ocorreu um conflito que deixou doze mortos. Cinco anos mais tarde, três policiais e dois sem-terra foram condenados. Esse resumo pode ser encontrado em qualquer reportagem sobre os fatos.

O essencial de Corumbiara, caso enterrado é cavocar além das aparências, dos números, da superfície. O jornalista João Peres, autor do livro, entrevista sem-terra, policiais, políticos, advogados, integrantes de movimentos sociais, promotores e juiz. Revisa processos e documentos. Promove o cruzamento de dados para tentar oferecer ao leitor um conjunto que permita formar a própria opinião. Busca romper a dicotomia empobrecedora que tenta a tudo enquadrar: bons e maus, amigos e inimigos.

Se ficou com vontade de saber mais antes de comprar, há várias maneiras. Confira o vídeo abaixo, com roteiro e edição por Pedro Watanabe, som a cargo de Rafael Veríssimo e locução por Paulo Noviello. Ou baixe, gratuitamente, o primeiro capítulo. Por fim, você pode ler reportagens sobre Corumbiara, caso enterrado.

Se estiver em São Paulo, não perca o lançamento. É dia 20 de julho, às 19h, no Ateliê do Gervásio, um simpático casarão e espaço cultural localizado na Rua Conselheiro Ramalho, 945, no Bixiga.

Assista ao trailer de “Corumbiara, caso enterrado”

Gente,

Acabamos de publicar o primeiro trailer do livro Corumbiara, caso enterrado, que publicaremos em 20 de julho. A edição de imagem é assinada por Pedro Watanabe. O som ficou a cargo de Rafael Veríssimo. E a locução, com Paulo Noviello. Assistam e compartilhem!

Abraços,

 

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