Apaixonado por justiça

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Apaixonado por justiça:
conversas com Sabine Rousseau e outros escritos
Autor: Henri Burin des Roziers
Tradução: Igor Rolemberg & Xavier Plassat
Orelha: Xavier Plassat
Prefácio: Jelson Oliveira
Fotos: João Laet, João Ripper & outros
Projeto gráfico: Denise Matsumoto
Lançamento: abril 2018
Páginas: 256
ISBN: 978-85-93115-13-4
Dimensões: 14 x 21 cm

Categoria

Descrição

Aquele que lutou como sacerdote e advogado com os sem-terra nas margens da floresta amazônica, no Brasil, o frade dominicano Henri Burin des Roziers, morreu no dia 26 de novembro de 2017. Após sua ordenação como padre dominicano, foi capelão dos estudantes de Direito e Economia de Paris durante os acontecimentos de maio de 1968, e trabalhou em organizações para a defesa dos direitos dos trabalhadores migrantes oriundos do Magreb. Instalado desde 1978 no sul do Pará, ele se juntou à Comissão Pastoral da Terra e se tornou a voz dos pobres: os camponeses sem-terra da Amazônia,
caçados pelos grandes proprietários. Fazendo valer seus diplomas franceses, defendeu seus direitos perante os tribunais brasileiros e se especializou na luta contra a impunidade, na década de 1990. Sua determinação em não deixar triunfar a impunidade incomodava tanto que sua cabeça foi colocada a prêmio. Em um perfil da revista La Vie, publicado em 2002, falava de sua tristeza pelo fato de, por lá, “a hierarquia católica se omitir em denunciar a violência”. Desde o fi m da ditadura militar até os anos de Lula, ele nunca quis desistir de sua “luta pelo homem”. No livro Comme une rage de justice, publicado em 2016 em Paris, Frei Henri contou os motivos de sua luta a Sabine Rousseau. [Apaixonado por justiça é a tradução e adaptação do livro francês, ao qual foram adicionados escritos de Frei Henri e de seus amigos dos dois lados do oceano.]

Radio Vaticano

 

“Uma advertência para os poderosos e uma esperança para os empobrecidos.” O apelo do Capítulo Geral da Ordem dos Frades Dominicanos, de 1980, eco do grito de Frei Antônio de Montesinos na profética comunidade da ilha de Hispaniola em 1511, pode ter sido mais que o sonho de Frei Henri. Foi o verdadeiro lema de sua vida, contada em primeira pessoa na primeira parte deste livro. Na sequência, amigas, amigos e companheiros de caminhada, seus irmãos, testemunham o vigor das sementes que Henri plantou e a alegre esperança das colheitas que hão de vir. Com imenso carinho, apaixonado por justiça, sim, Frei Henri vive!

Frei Xavier Plassat, na orelha