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Os donos da terra

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Os donos da terra
Roteiro: Daniela Fernandes Alarcon
Arte: Vitor Flynn Paciornik
Pesquisa: Daniela Fernandes Alarcon & Glicéria Jesus da Silva
Edição: Tadeu Breda
Preparação: Natalia Ribas Guerrero
Revisão: João Peres
Capa: Denise Matsumoto
Projeto gráfico: Bianca Oliveira
Lançamento: agosto de 2020
Páginas: 172
Dimensões: 18,2 x 25,5​ cm
ISBN: 978-65-87235-20-2

REF: 978-65-87235-20-2 Categorias: , , ,

Descrição

Baseado em uma pesquisa antropológica de fôlego, Os donos da terra aborda episódios históricos e recentes da luta dos Tupinambá da Serra do Padeiro, no sul da Bahia, pela recuperação dos territórios ancestrais dos quais foram expulsos pelo avanço da colonização — que continua até hoje. Entre mobilizações e retomadas, operações da Polícia Federal e ações paramilitares, prisões de lideranças e a violência passada e presente dos poderes locais, esta HQ revela aspectos da memória, da visão de mundo e da cultura de um povo que, guiado pela sabedoria dos antepassados e dos encantados, e unido por fortes laços comunitários, resiste ao esbulho territorial e à batalha simbólica que nega sua origem indígena e seus direitos constitucionais. As sete narrativas deste livro abrem uma janela pela qual é possível começar a conhecer uma gente que não abaixa a cabeça e, todos os dias, constrói possibilidades de um mundo mais justo.

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Os donos da terra é um quadrinho de história de indígenas, mas não de uma história de séculos atrás. Os Tupinambá deste livro não apresentam rituais antropofágicos e outros costumes tidos como exóticos. Não, esta HQ narra histórias que se montaram sobre relações de poder existentes hoje no Brasil. Aqui, os indígenas não falam no passado, mas no presente; os Tupinambá destas histórias estão conosco, agora, no sul da Bahia, resistindo na utopia de um futuro. As narrativas que lemos aqui em palavras e imagens são, portanto, sobre os Tupinambá atuais. Elas começam resgatando um símbolo do século XX, a destruição ambiental. Embora se trate, tristemente, de uma versão contemporânea do período da conquista, essas imagens são histórias (re)contadas porque vividas na pele por seus narradores. Se o tema geral da HQ parece ser a mobilização política dos indígenas, não deixa de ser fundamental a costura das narrativas com outros elementos aparentemente antagônicos. Aqui se verá, mais uma vez, a força que tem a cultura religiosa dos Tupinambá na construção da sua luta, expressa nas descrições de ações heroicas e modalidades coletivas de engajamento social. Articulando uma gramática do embate político através de categorias religiosas e experiências extáticas, a dimensão da luta tupinambá aparece com toda a sua profundidade.

— Marcos Alexandre dos Santos Albuquerque, na orelha

 

SOBRE Os AUTORes

 

Daniela Fernandes Alarcon é doutora em Antropologia Social pelo Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (MN/UFRJ) e mestre em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília (UnB). Entre 2017 e 2018, foi pesquisadora visitante no LLILAS Benson Latin American Studies and Collections, University of Texas at Austin. Desde 2010, investiga o processo de recuperação territorial realizado pelos Tupinambá da Serra do Padeiro. Pela Elefante, publicou O retorno da terra: as retomadas na aldeia tupinambá da Serra do Padeiro, sul da Bahia (2019), a partir de sua dissertação de mestrado, premiada pela Sociedade de Antropologia das Terras Baixas da América do Sul (Salsa). Em 2015, dirigiu o documentário de curta-metragem Tupinambá – O Retorno da Terra.

 

Vitor Flynn Paciornik é quadrinista e ilustrador, formado em Artes Plásticas e em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP). Em outubro de 2016, publicou pela Elefante, em parceria com a Fundação Rosa Luxemburgo, o livro Xondaro, HQ sobre a luta dos Guarani Mbya pela demarcação de suas terras dentro dos limites da maior cidade da América do Sul. Publicou no começo de 2020 a HQ Aquarela, adaptação de conto de José Roberto Torero, em parceria com André Bernardino, com quem trabalha em um novo livro, Depois que os sinos dobram, coletânea de contos fantásticos em quadrinhos — ambas as obras foram contempladas pelo Programa de Ação Cultural de São Paulo (ProAC). Mantém, desde 2013, o blogue autoral Quadrinhos b, dedicado a histórias curtas.

 

Glicéria Jesus da Silva, uma das lideranças da aldeia Serra do Padeiro (Terra Indígena Tupinambá de Olivença), é professora no Colégio Estadual Indígena Tupinambá Serra do Padeiro (CEITSP) e cursa Licenciatura Intercultural Indígena junto ao Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA). Com Cristiane Julião, do povo Pankararu, dirigiu o documentário Voz das Mulheres Indígenas (2015), premiado pelo público do Festival Cine Kurumin em 2017. Por sua atuação na luta pela terra, em 2010, foi encarcerada, junto a seu bebê de colo, o que suscitou veementes críticas de entidades do Brasil e do exterior. Em 2019, pronunciou-se na 40ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, em Genebra, denunciando as violações de direitos contra povos indígenas pelo Estado brasileiro.

 

Na Mídia

Confira algumas matérias sobre a HQ:

 

“Quando a nossa história chega, é possível desfazer os preconceitos”, diz autora Glicéria Tupinambá

 

 

Os Donos da Terra. Uma História em Quadrinhos

 

 

“Quando a nossa história chega, é possível desfazer os preconceitos”, diz autora Glicéria Tupinambá

 

 

“A resistência Tupinambá, agora em quadrinhos”

 

 

“Quando a nossa história chega, é possível desfazer os preconceitos”, diz autora Glicéria Tupinambá

 

 

Estudante do IFBA é co-autora de livro sobre lutas dos Tupinambá pela recuperação dos territórios indígenas na Bahia

 

 

Os donos da terra mostra luta dos Tupinambá pela recuperação dos territórios ancestrais indígenas

 

 

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