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Ética do amor livre

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Ética do amor livre: guia prático para poliamor, relacionamentos abertos e outras liberdades afetivas
Autoras: Janet W. Hardy & Dossie Easton
Tradução: Christiane M. T. Kokubo
Ilustrações: Ariádine Menezes
Capa & projeto gráfico: Luciana Facchini
Edição: Tadeu Breda
Preparação: Paula Carvalho
Lançamento: agosto de 2019
Páginas: ~ 400
ISBN: 978-85-93115-36-3
Dimensões: 15 x 23 cm

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Descrição

Muita gente sonha em viver em abundância de amor, sexo e amizade. Alguns acreditam que é impossível ter uma vida assim, se contentam com menos do que gostariam e acabam de certa forma se sentindo solitários e insatisfeitos. Outras pessoas tentam alcançar seus sonhos, mas pressões sociais externas ou seus próprios sentimentos acabam por interromper essa busca, e decidem manter esses sonhos no mundo da fantasia. No entanto, algumas poucas pessoas persistem e descobrem que amar, ter intimidade e fazer sexo abertamente com muita gente não só é possível como também pode ser recompensador de um jeito que jamais podiam imaginar.

O amor livre tem sido realizado com sucesso há séculos — com frequência, sem muito alarde. Neste livro, vamos compartilhar técnicas, habilidades e ideais que funcionaram por quem seguiu por esse caminho.

Quem, afinal, pratica amor livre com ética? Nós. Assim como muitas outras pessoas. Talvez você também possa ser uma delas. Se você sonha com liberdade, com uma intimidade tanto erótica quanto com profundidade, com abundância de amizade, flerte e afeto, ou com a possibilidade de seguir os seus desejos para ver até onde eles chegarão, então você já deu o primeiro passo.

Por que escolhemos certas palavras?

A partir do momento em que você viu ou ouviu falar deste livro, provavelmente imaginou que alguns dos termos usados não fossem ter o mesmo significado a que você está acostumado. Que tipo de pessoa ficaria animada em se autodenominar promíscua? E por que insistiria em ser reconhecida pela sua ética?

Na maior parte do mundo, promíscua é uma palavra altamente ofensiva para descrever uma mulher cuja sexualidade é voraz, indiscriminada e infame. É interessante notar que os termos análogos, garanhão ou pegador, usados para descrever homens altamente sexuais, são em geral usados para indicar aprovação e inveja. Se questionamos a respeito da moral de um homem, provavelmente escutaremos sobre a sua honestidade, lealdade, integridade e princípios elevados. Se perguntamos sobre a moral de uma mulher, é mais provável recebermos informações sobre sua vida sexual. Para nós, isso é um problema.

Então, temos orgulho em reivindicar a palavra promíscua como um termo de aprovação, até mesmo de afeto. Para nós, promíscua é uma pessoa de qualquer gênero que celebra sua sexualidade de acordo com a proposta radical de que sexo é bom e que é benéfico sentir prazer. Pessoas promíscuas podem escolher não fazer sexo algum, ou ficar à vontade para encarar um batalhão inteiro. Podem ser heterossexuais, homossexuais, assexuais ou bissexuais, ativistas radicais ou gente pacata.

Como orgulhosas promíscuas que somos, acreditamos que sexo e amor sexual são forças fundamentais do bem, atividades com potencial de fortalecer conexões íntimas, realçar vidas, gerar consciência espiritual e até mesmo mudar o mundo. Além disso, acreditamos que toda relação íntima consensual tem esses mesmos potenciais, e que qualquer caminho erótico, quando conscientemente escolhido e atentamente seguido, pode ser uma força positiva e criativa na vida das pessoas e de suas comunidades.

Pessoas promíscuas compartilham sua sexualidade da mesma maneira que as filantropas distribuem seu dinheiro: porque têm isso de sobre e ficam felizes em dividir com outras pessoas, porque compartilhar isso faz do mundo um lugar melhor. Quem se identifica com essa visão de mundo, no geral, descobre que quanto mais amor e sexo se compartilha, mais se recebe de volta: um milagre da multiplicação em que ganância e generosidade caminham lado a lado para prover mais para todo mundo. Imagine viver em abundância sexual!

— Dossie Easton & Janet W. Hardy, na introdução

 

SOBRE as autoras

Dossie Easton é uma terapeuta especializada em sexualidades alternativas, relacionamentos não tradicionais e tratamento para sobreviventes de trauma num consultório particular em São Francisco, na Califórnia. Foi em 1969, quando sua filha era recém-nascida, que ela se comprometeu com um estilo de vida sexualmente aberto. Realizou sua primeira oficina sobre como desaprender a ter ciúmes em 1973. Passou cerca de metade de sua vida adulta solteira, ou quase isso, com amantes, famílias de pessoas com quem dividia um teto e outras pessoas de seu círculo íntimo. Hoje vive nas montanhas ao norte de São Francisco.

Janet W. Hardy foi uma jovem promíscua durante a faculdade, mas depois, por mais de uma década, ensaiou um casamento tradicional heterossexual e monogâmico. Desde o fim desse casamento, a monogamia deixou de ser uma opção. Mesmo que a maioria das pessoas a considerem bissexual, ela se vê como alguém que transgride gêneros e não consegue entender como a orientação sexual deve funcionar se algumas vezes se é homem, outras vezes, mulher. É casada com uma pessoa que é biologicamente homem mas cujo gênero é tão flexível quanto o dela, o que é menos complicado do que parece. Ela ganha a vida como escritora, editora e professora, e vive em Eugene, Oregon.