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Saudades do que nunca fomos

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Saudades do que nunca fomos:
brasileiros e o futebol
Autor: Fabio Luis Barbosa dos Santos
Edição: Tadeu Breda
Revisão: Luiza Brandino & Érico Melo
Ilustração da capa: Túlio Cerquize
Capa & direção de arte: Bianca Oliveira
Diagramação: Daniela Miwa Taira
Assistência de arte: Caroline Vapsys
Lançamento: maio de 2026
Páginas: 150
Dimensões: 13 x 21 cm
ISBN: 9786560081321

SKU: 9786560081321 Categorias: , , , Tags: , ,

Descrição

Ao contrário do que recomenda o dito popular, Saudades do que nunca fomos foi escrito justamente para misturar e discutir política e futebol. De acordo com Fabio Luis, as mudanças pelas quais passou o esporte estão intimamente relacionadas às transformações políticas, econômicas, sociais e culturais que atravessaram o país e o mundo desde que o foot-ball foi introduzido pelos ingleses que vieram trabalhar nas ferrovias. Da mesma forma, a recuperação de um estilo próprio ao futebol brasileiro, capaz de encantar os torcedores e oferecer uma alternativa à lógica do dinheiro e do resultado, só será possível se a realidade mudar também fora de campo.

Enquanto isso, estaremos condenados a ver nossos craques deixando o país cada vez mais cedo, feito commodities em busca de aprimoramento e valorização, e jogadores muito mais interessados em alavancar a própria carreira do que em se consagrar pela Seleção. Em um mundo futebolístico marcado por cabelos muito bem cortados, roupas finas, carrões, fé cristã e picanhas folheadas a ouro, a leitura de Saudades do que nunca fomos se assemelha a um raro jogo bonito: ao abrirmos o livro, a nossa atenção é totalmente absorvida, não vemos o tempo passar, e, quando acaba, fica um gostinho de quero mais.

 

***

 

Este ensaio discorre sobre a estrutura de sentimentos em torno do futebol brasileiro e a sua evolução e sobre as maneiras como esse esporte dialoga com o sentimento nacional. Discuto a condição do futebol brasileiro no passado e no presente como estratégia para refletir sobre a história recente do país, seus impasses e contradições. Na esteira de José Miguel Wisnik, cujas ideias reelaborei livremente na seção inicial, não penso o futebol como metáfora ou espelho da sociedade, mas como um indicador expressivo das próprias condições da vida civilizada.

Tomei três questões como ponto de partida: as dissonâncias e homologias entre o processo de formação nacional e o futebol brasileiro; a apropriação da camisa amarela da Seleção pelo bolsonarismo; e o encantamento que a Copa do Mundo ainda produz, a despeito do truncamento da nação, do embrutecimento do futebol jogado no país e das sucessivas derrotas impostas aos brasileiros, tanto no futebol como na política. Conforme a escrita evoluiu, essas questões se desdobraram em outras, que o leitor descobrirá. […]

Como todo esporte é marcado por vitórias e derrotas, evocarei esses e outros momentos para refletir criticamente sobre a expressão cultural mais importante e mais querida dos brasileiros, junto com a música. Neste trajeto, espero contribuir para elucidar o movimento do futebol brasileiro dos últimos cinquenta anos e sua relação com as mudanças no mundo, utilizando-o como estratégia de aproximação para pensar as condições da vida civilizada no Brasil atual — um jogo que não está fácil de virar.

— Fabio Luis Barbosa dos Santos, na Introdução

 

SOBRE O AUTOR

Fabio Luis Barbosa dos Santos é professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e do Programa de Pós-Graduação em Integração da América Latina (Prolam) da Universidade de São Paulo (USP). É autor de Além do PT: a crise da esquerda brasileira em perspectiva latino-americana (2017) e Uma história da onda progressista sul-americana (2019), coautor de O médico e o monstro: uma leitura do progressismo latino-americano e seus opostos (2021) e coorganizador de Entre a utopia e o cansaço: pensar Cuba na atualidade (2024) e América Central: desafios e resistências no século XXI (2025), todos publicados pela Elefante. Participa do coletivo Desmedida do Possível e do Berta Coletivo Latinoamericanista.