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Questões de classe

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Questões de classe: o lugar que ocupamos
Autora: bell hooks
Tradução: Larissa Bontempi
Prefácio: Cida Bento
Coedição: Oficina Palimpsestus
Edição: Tadeu Breda, Rogério Bettoni & Carolina Kuhn Facchin
Assistência de edição: Yann Santos
Preparação: Bibiana Leme
Revisão: Lívia Campos & Leila Lindström
Capa & direção de arte: Bianca Oliveira
Ilustração de capa: Carol Vapsys
Projeto gráfico: Leticia Quintilhano
Diagramação: Daniela Miwa Taira
Lançamento: junho de 2026
Páginas: 258
Dimensões: 13,5 x 21 cm
ISBN: 9786560081345

Descrição

bell hooks afirma que uma das prioridades das ações políticas de pessoas negras é confrontar e desafiar o conservadorismo. Para isso, devem criar uma visão de solidariedade que inclua a luta antirracista e seja capaz de enfrentar a dominação. Um movimento por justiça social mais amplo seria bem-vindo, diz ela, onde direitos civis poderiam unir diferentes grupos que não trabalharam juntos antes (brancos e negros; mulheres e homens; abastados e pobres) em esforço comum por um mundo democrático e justo. […]

Ela escreve que as marcas de uma socialização capitalista de consumo — que nos ensina a gastar muito e valorizar pouco, a obter o máximo que pudermos e dar o mínimo possível — são uma fraude que, para ser transformada, exige mudar a forma como se pensa classe, porque classe é muito mais do que dinheiro.

Assim, este livro, em ressonância com questões atuais da realidade brasileira e estadunidense, oferece uma leitura que nos desloca: ao tratar de classe como experiência vivida, também nos convoca a repensar solidariedade, justiça social e os lugares que ocupamos. bell hooks nos mostra que somos, todes, ondas de um mesmo oceano.

— Cida Bento, no prefácio à edição brasileira

 

***

 

Hoje em dia está na moda falar sobre raça ou gênero. Classe é o assunto que ficou de fora da conversa; é o assunto que nos provoca tensão, nervosismo e dúvida em relação ao lugar que ocupamos. Em menos de vinte anos, nosso país se tornou um lugar onde as pessoas ricas de fato governam. Houve uma época em que a riqueza proporcionava prestígio e poder, mas não determinava sozinha os valores da nossa nação. […]

Como sociedade, temos medo de dialogar sobre classe, muito embora a desigualdade cada vez maior entre a riqueza e a pobreza já tenha estabelecido o cenário para a constante e prolongada luta de classes. Como uma cidadã que mudou da classe trabalhadora para o mundo da abundância, eu sofri por muito tempo para compreender a classe em minha vida, para aceitar o que significa ter tanto enquanto muitas pessoas têm tão pouco. No meu caso, minha família e minhas amizades estão entre essas pessoas. Assim como a vasta maioria das mulheres neste país, eu acredito no cuidado e no compartilhamento. Quero viver em um mundo onde haja o suficiente do básico e do necessário para todo mundo. A aplicação dessas crenças na experiência cotidiana não é fácil nem simples.

Estes ensaios sobre classe abordam questões de responsabilidade nacional e pessoal. Eu escrevo sobre os problemas de classe que mais afetam intimamente a minha vida e a de muita gente que está tentando encontrar maneiras de ser responsável, que acredita na justiça, que deseja se posicionar. Escrevo pessoalmente sobre a minha trajetória do mundo da classe trabalhadora para a consciência de classe, sobre como o classismo solapou o feminismo, sobre solidariedade com as pessoas pobres e sobre como enxergamos as ricas. É claro que estes ensaios abordam consumismo e as formas com que o desejo por abundância cria uma política da ganância.

— bell hooks, no prefácio

 

SOBRE A AUTORA

bell hooks nasceu em 1952 em Hopkinsville, então uma pequena cidade segregada do Kentucky, no sul dos Estados Unidos, e morreu em 2021, em Berea, também no Kentucky, aos 69 anos, depois de uma prolífica carreira como professora, escritora e intelectual pública. Batizada como Gloria Jean Watkins, adotou o pseudônimo pelo qual ficou conhecida em homenagem à bisavó, Bell Blair Hooks, “uma mulher de língua afiada, que falava o que vinha à cabeça, que não tinha medo de erguer a voz”. Como estudante, passou pelas universidades de Wisconsin, da Califórnia e Stanford, e lecionou nas universidades Yale, do Sul da Califórnia, Oberlin College e New School, entre outras. Em 2014, fundou o bell hooks Institute. É autora de mais de trinta obras sobre questões de raça, gênero e classe, educação, crítica cultural e amor, além de poesia e livros infantis, das quais a Elefante já publicou Olhares negrosErguer a voz e Anseios, em 2019; Ensinando pensamento crítico, em 2020; Tudo sobre o amor e Ensinando comunidade, em 2021; A gente é da hora, Escrever além da raça e Pertencimento, em 2022; Cultura fora da lei e Cinema vivido, em 2023; SalvaçãoComunhão, em 2024; e A vontade de mudar, em 2025.