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O retorno da terra

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O retorno da terra: as retomadas na aldeia tupinambá da Serra do Padeiro, Sul da Bahia
Autora: Daniela Fernandes Alarcon
Prefácio: Glicéria Tupinambá
Quarta capa: João Pacheco de Oliveira
Edição: Tadeu Breda
Preparação: Natalia Ribas Guerrero
Projeto gráfico: Matheus Valadares
Capa: Bianca Oliveira
Diagramação: Denise Matsumoto
Lançamento: setembro de 2019
Páginas: ~ 450
Dimensões: 15,5 x 23 cm

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Descrição

Quando conheci Daniela Fernandes Alarcon, em Brasília, em 2010, convidei-a para vir à aldeia tupinambá da Serra do Padeiro. Na época, estávamos organizando o nosso Seminário de Juventude, e propus que ela participasse. Daniela se encantou pelas paisagens, tomou banho de rio, comemos frutas do pé. Nessa visita, ela falou da possibilidade de realizar uma pesquisa aqui, com o meu povo, para estudar as retomadas de terras, caso nós aprovássemos. A sua proposta de trabalho foi discutida na aldeia, com as lideranças e os outros parentes, e aprovada. Depois, o projeto de pesquisa foi apresentado para a universidade. Nós nunca imaginaríamos a proporção e a repercussão que a sua pesquisa teria. Pensávamos que seria apenas mais um trabalho.

— Glicéria Tupinambá, no prefácio

 

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Neste livro, de leitura obrigatória para quem quer entender a situação dramática em que vivem muitos povos indígenas no Brasil, Daniela Fernandes Alarcon escreve sobre uma das localidades que compõem a Terra Indígena Tupinambá de Olivença, situada na região de Ilhéus, e em processo de demarcação desde 2004. A obra se destaca por ser uma etnografia minuciosa em torno do processo de realização de retomadas de terras por um povo indígena que sofreu, e ainda sofre, uma longa história de esbulho do seu território e sistemáticas violações dos seus direitos.

— Stephen Grant Baines, na orelha

 

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O exercício da etnografia realizado por Daniela Fernandes Alarcon neste livro é uma imersão profunda na história e na expressão conjunta de conhecimentos realizada por ela e por famílias tupinambá da Serra do Padeiro (Bahia). Aqui, a tessitura de um produto acadêmico não se desgarra de um processo complexo de interação social, das múltiplas escalas e formatos em que tal encontro pode ser vivido, concebido e atualizado. Longe de ser um destilado pré-encomendado por uma genérica argumentação puramente abstrata, a etnografia resulta de experiências e compartilhamentos variados, e pode ser enunciada por distintas vozes e por muitas formas. O trabalho do etnógrafo não é pôr em prática uma mirada objetificante do presente, falsamente afetiva e descolada de densidade histórica e social, mas explorar os muitos significados do passado, potencializados em um projeto de futuro.

— João Pacheco de Oliveira, na quarta capa