Dáblio C.

Nascido no ensolarado balneário turístico de Diadema, capital paulista de homicídios dolosos, em algum momento indeterminado das últimas três décadas, Wanderley Coutinho, mais conhecido como WC ou ainda Dáblio C., se notabilizou por vagar pelas ruas de São Bernardo do Campo, indo de bar em bar para coletar histórias, mostrar seus traços e chamar o Velho. Nessa vida em trânsito, muitos mitos surgiram sobre sua pessoa, o que agora buscaremos esclarecer. Primeiro, Dáblio não é o Bebê-Diabo cujo nascimento foi noticiado pelo Notícias Populares, embora seja verdade que ele namorou um tempo a Loira do Banheiro. Ele se alimenta de outras coisas além de cachaça, como, por exemplo, cerveja e rapé.

Este livro não é só de material inédito, inclui também cartuns e histórias anteriormente publicadas nos zines WoinPersona non grata Ignóbil.

Ele é capaz de sair da cidade de São Bernardo para comparecer a eventos sociais, apenas prefere não fazer isso se tiver como evitar. Dáblio não vira pó se exposto à luz do sol. Na verdade, ele se transmuta em um bêbado de ressaca.

Seus quadrinhos já foram exibidos em centros culturais de diversas cidades da região metropolitana de São Paulo, mas ele não lembra disso e, quando menciono, ele nega. Também é verdade que seus maiores ídolos são Robert Crumb, Charles Bukowski, GG Allin e Odair José. Apesar de ser frequentemente confundido nas ruas, ele não é o vocalista do System of a Down, mas não se importa de dar autógrafos e tirar fotos como se fosse, desde que se peça com carinho.

Pela Editora Elefante, publicou Ignóbil em 2014.

 

É autor(a) em:

 

Postagens relacionadas:

Israel e EUA provocam o caos no Oriente Médio (e se perguntam por que há resistência)

Antony Loewenstein é autor de Laboratório Palestina: como Israel exporta tecnologia de ocupação para o mundo, livro que compõe a […]

Ler mais

No caminho do colapso, emergência climática planta novas e velhas injustiças

Por Paulo Silva Junior Diante de tantos dados alarmantes trazidos por Luiz Marques em O decênio decisivo, algumas escalas se […]

Ler mais

Para descolonizar o prato, é preciso descolonizar a mente

A Elefante está lançando Ajeum mi’u: confluências negras e indígenas em torno da alimentação no Brasil, de Inara Nascimento & Rute […]

Ler mais